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Espinho, cidade com cerca de 36.000
habitantes, tem como padroeira a Nossa Senhora da Ajuda e salta a
fogueira no S. João. A cidade de Espinho nasceu graças a um grupo de
pescadores do Furadouro, junto de Ovar, que começou a procurar as suas
águas porque a sardinha era mais abundante e acabou por se estabelecer
aqui no início do século XIX.
A fartura de peixe na zona costeira contribuiu para
fixar a população, mas foi só no século XX que Espinho começou a conhecer
um verdadeiro desenvolvimento e expansão, graças às óptimas praias que começaram
a ser procuradas por banhistas, sobretudo depois da chegada do
caminho-de-ferro, em 1870, que vinham passar
alguns diasas
de férias para «curas de mar». Dessa época, ainda se vêem várias casas
típicas dos «banhos de Verão», de fachadas alegres e coloridas e
compridas varandas.
Hoje, a cidade tornou-se uma popular estância
turística, procurada por milhares de visitantes, vindos principalmente do
Porto e arredores atraídos, não só, pelo mar e pelas praias como pelo seu
Casino, um dos principais locais de jogo do país. Espinho também dispõe
de boas condições para a prática de golfe.
No seu aglomerado geométrico de ruas cruzadas, quiçá
réplica da americana Nova Iorque, quiçá de inspiração pombalina, ainda há
casas dos tempos de “grandes senhores”, mas hoje os citadinos desenvolvem
o seu dia-a-dia numa forte ligação ao Porto.
Além das famosas praias,
possui o mais antigo campo de Golf da Península
Ibérica, o
segundo mais antigo da Europa, um aeródromo, um hipódromo, um Centro Multimeios, Complexo de Ténis, Nave Desportiva,
Casino, Piscinas, Parque de Campismo e Balneário Marinho, único no País.
Vale a pena visitar a bonita Igreja Matriz e percorrer
calmamente o passeio marítimo, com as casas baixas dos pescadores de um
lado e a praia e esplanadas do outro.
Às segundas-feiras, a cidade ainda mantém a
tradicional Feira de Espinho, a maior e a mais importante feira semanal
do País, com centenas de barracas e locais de venda improvisados que
oferecem um pouco de tudo, desde artesanato a produtos agrícolas trazidos
pelos lavradores.
A sul da cidade, as pequenas vilas de Silvalde e Paramos mantêm o encanto de uma antiga
comunidade piscatória. Ali perto, foi descoberto há mais de duas décadas
um antigo povoado que se estima datar do século II a.C., o Castro d'Ovil, que está aberto aos visitantes.
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