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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Espinho
orgulha-se do seu progresso, da sua história e dos seus 112 anos
de existência.
Criada em 18 de Outubro de 1895 como secção da Real Associação dos
Bombeiros Voluntários do Porto, veio a constituir-se autonomamente
em 20 de Setembro de 1900. Foi seu primeiro Comandante, José
Vitorino Damásio. O Regulamento da Companhia de Bombeiros foi
aprovado em Assembleia-geral nos dias 2 e 22 de Janeiro de 1905. A
Assembleia em 30 de Janeiro de 1907 criou a Caixa Previdente da
A.H. Bombeiros Voluntários de Espinho.
Em 28 de Julho de 1913 os Bombeiros Voluntários de Espinho criaram
uma Banda de Música, com instrumentos e partituras oferecidos pela
fábrica Brandão Gomes & Ca.
Os estatutos de 1900 foram reformados em 18 de Junho de 1932,
altura em que os Bombeiros Voluntários de Espinho já tinham voto
de louvor do Governo da República (17 de Março de 1925),
Instituição de Utilidade Pública (21 de Março de 1928), Comendador
da Ordem Militar de Cristo (27 de Outubro de 1930) e as Insígnias
da Ordem de Cristo na sua Bandeira em 24 de Junho do ano
seguinte.
Em 1962 foi inaugurada a primeira fanfarra. O equipamento dos
Bombeiros Voluntários de Espinho começou por ser uma picota.
Em 1924 realizaram uma experiência com a moto-bomba "Dalahaye",
que no ano seguinte foi colocada num automóvel "Charron 22 MP"
adaptado a pronto-socorro. O desempenho desta Corporação de
Bombeiros têm sido caracterizado pelo altruísmo e voluntariado dos
seus soldados da paz.
A GÉNESE DOS BOMBEIROS DE ESPINHO
Em 1995 quando o País comemorava os 600 anos dos Bombeiros em
Portugal, a Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de
Espinho tinha a felicidade de comemorar o seu Centenário.
Os Bombeiros estão muito ligados ao exemplo do Comandante
Guilherme Gomes Fernandes que liderou os Bombeiros Voluntários do
Porto. E foi desta Associação que nasceram em Espinho os
Bombeiros. Foi por iniciativa do Engenheiro Vitorino Damásio na
altura bombeiro na Real Associação dos Bombeiros Voluntários do
Porto. Este engenheiro criou em Espinho uma secção dos Bombeiros
do Porto com material cedido por essa Associação. A situação
manteve-se até 1897 quando a situação financeira dos Bombeiros do
Porto ameaçava de extinção a secção que criara em Espinho. Perante
o facto de poderem deixar de ter bombeiros, os Espinhenses
mobilizaram-se no sentido de comprar o material da secção aos
Voluntários do Porto. A escritura da compra foi feita em 26 de
Julho de 1897 por 900 000 reis e registada como propriedade de
António Salvador Júnior. Durante três anos os bombeiros de Espinho
foram propriedade deste cidadão Espinhense, até se formar a
Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de Espinho cuja
Direcção toma posse em 21 de Setembro de 1900.
Daí para cá a história havia de registar a organização da secção
de Esmoriz que viria a ganhar a sua própria autonomia, e ainda o
conflito que originaria a Associação Humanitária dos Bombeiros
Espinhenses.
O CENTENÁRIO
A 12 de Janeiro de 1995, do ano do centenário dos BVE Luís Torres
anunciava em conferência de Imprensa a abertura das comemorações
do centenário com uma sessão solene a 28 do mesmo mês. Com tomada
de posse e imposição de galões ao 2º comandante Moisés Ferreira do
Couto e ao Ajudante de Comando Alexandre Gonçalves de Oliveira.
Nessa sessão o Major Fernando Oliveira Gonçalves proferiu uma
palestra subordinada ao tema: “Organização dos Serviços Municipais
de Protecção Civil”. Foram declamados versos por dois elementos da
cooperativa nascente.
Nesse ano do Centenário foram várias as associações locais que se
associaram à passagem da significativa data. Foram iniciativas
diversas e entre outras a 26 de Junho realizou-se um espectáculo
de bailado no Cinema S. Pedro, pela escola de bailado Giselle e
dirigido por Conchita Ramirez. O CINANIMA incluiu uma
retrospectiva de bombeiros com 4 filmes: “Fire Schief” de Walt
Disney, “Feu Pas pour les Hommes” e “The old Lady’s Camping Trip”,
ambos canadianos, e “Charlot Bombeiro” de Charlie Chaplin com data
de 1916.
No ano do centenário, no fim-de-semana de 19/20 de Outubro foi
lançada a 1ª pedra do monumento aos bombeiros que passaram a ter
um talhão com uma peça escultórica da Autoria dos Arquitectos
Agostinho Sousa e Veiga de Macedo.
110 ANOS DE BOMBEIROS EM ESPINHO
Nos últimos de 10 anos, período que vai do centenário a estes 110
anos que agora comemoramos os investimentos da Associação foi
feito essencialmente em viaturas.
O ano do Centenário possibilitou aquisição de uma auto-escada
recebida a 16 de Fevereiro e que constituiu um investimento de 10
000 contos. Foi ainda adquirida uma ambulância, e no dia 6 de
Junho foi entregue pelo Ministério da Administração Interna um
Pronto-Socorro Urbano.
Mais 2 ambulâncias dariam entrada a 20 Outubro de 1996 aquando do
101 aniversário. No 102º aniversário foi incorporada a viatura de
Auto-Comando.
Em 1998 foi incorporado mais um veículo de marca Land Rover, um
bote pneumático com motor de 15 CV e uma mota de água.
Foi integrada a Auto-Grua, que eleva 70 toneladas, atinge 42
metros mais a extensão de 18 m. Todas as rodas são direccionais e
a tracção é 8x8. (Esta viatura teve papel relevante na operação de
retirada do autocarro de passageiros que caiu ao Rio Douro na
sequência do colapso da Ponte em Entre-os-Rios). Foi adquirido um
veículo para socorro nas praias, equipado com prancha de
salvamento e bóias tipo torpedo. Ainda uma viatura de intervenção
rápida todo o terreno com cabina dupla preparada para
desencarceramento em acidentes de viação. Entrou ao serviço um
segundo auto-tanque com capacidade para 17 000 litros de água.
Mais recentemente, já nesta época estival foi adquirida uma
embarcação semi-rígida com motor de 30 CV.
A HIPOTESE DE FUSÃO DAS DUAS ASSOCIAÇÕES
O tema foi sendo abordado e em 1997 era um dos assuntos mais
falados na sociedade Espinhense. Do ponto de vista racional a
fusão iria fortalecer as associações em património, em recursos
financeiros, em capacidade de negociação, em recursos humanos e
capacidade operativa. Poupava-se na duplicação de custos de
instalações, de funcionamento, de equipamento.
Por outro lado fizeram-se sentir algumas resistências ligadas à
memória da ruptura que deu origem às duas associações, a uma certa
cultura de rivalidade que perdurou vincadamente durante muitos
anos, mas que se tem vindo a diluir nos últimos tempos.
Enquanto a opinião pública se mostrava favorável à opção racional
da fusão, as resistências vieram essencialmente de interesses do
interior dos bombeiros. O fundamental da discussão e negociação da
fusão nunca foi claramente apresentado aos verdadeiros decisores.
O modelo de negociação pecou por secretismo de que as associações,
os sócios e até as direcções se viram afastadas.
O modelo de discussão foi errado porque os detentores dos corpos
de bombeiros são as Associações Humanitárias. E estas têm como
órgão deliberativo as respectivas Assembleias-gerais. Qualquer
decisão tem que passar por este órgão e não depender da vontade ou
arranjo de outrem.
E dessa forma a fusão foi inviabilizada, até que a razão, o bom
senso e o interesse das populações se sobreponha a interesses
pessoais.
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